quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Primeiro dia em Cuba

Esta é a minha primeira experiência em viagens internacionais e confesso que estou um pouco assustada, insegura, principalmente por não falar a língua nativa.

Angelo fez cálculos de 2 horas a menos de diferença no fuso horário e colocou o despertador para 8 horas. Não sei por que ainda confio no Angelo (risos). A diferença de fuso é de apenas 1 hora a menos, pois nesta época do ano, em Cuba, é horário de verão. Um calor fora do comum. Com isso saímos tarde para nosso passeio.

O roteiro foi todo elaborado pelo Angelo, com base nos guias da Maria* e da Folha, que comprei no Rio. Só não contávamos com um detalhe: em Cuba era feriado de três dias devido ao 26 de julho. A data é tão importante para eles que as atrações turísticas estavam fechadas.

Caminhamos até a Plaza de La Revolucion (Praça da Revolução), e lá eu passei pelo primeiro perrengue. A praça não era muito perto de onde estávamos hospedados, e para piorar não seguimos as dicas dos guias, pois estávamos sem bonés, protetor solar e água. Após a emoção inicial e de tirar as fotos, Ângelo me vem com a feliz noticia de que estava se sentido “um pouco” mal. Que ótimo, eu sem saber falar espanhol, em um lugar sem nenhum comércio em volta e com um homem daquele tamanho passando mal. Graças a Deus achamos uma sombrinha e ele foi se recompondo aos poucos.
 
Susto passado, seguimos nosso caminho a pé. Eu tirando fotos de carros antigos e Ângelo maravilhado com o lugar. Enfim chegamos ao cemitério, que tem obras de artes lindas, e em uma rua onde haviam algumas “tiendas” (lojas), inclusive uma loja da adidas. Lá compramos os bonés, que vocês verão muitas vezes em fotos, protetor solar e água. 


 Hoje visitamos Praça da Revolução, Rua dos Presidentes, Rua das Embaixadas, Igreja do Sagrado Coração, Hotel Havana Livre e Hotel Nacional (foto abaixo).



Quando chegamos ao Hotel Nacional já estávamos esgotados e resolvemos pegar um Coco taxi para a casa. Aproveitamos para combinar o passeio da noite com ele, porém queríamos um taxi “de verdade”, pois o Ângelo não cabia direito no coco taxi (risos).

 
Descansamos um pouco e na hora combinada (19horas) o taxista estava em nossa porta. Sensacional!!!! (ainda vou dizer essa palavra muitas vezes). Tratava-se de um carro antigo conversível. Não acredito até agora que não tiramos fotos no carro. O “chofer” se chamava Ramon Juan e era uma figura. Até então eu parecia a verdadeira mudinha, mas entendia quase tudo, e nem isso Ramon deixou passar.

Fomos para o cañonazo. Trata-se de uma cerimônia que se realiza todos os dias, pontualmente às 21 horas, na Fortaleza de La Cabaña. Uma saraivada de tiros de canhão é desferida por um grupo de jovens soldados das Forças Armadas Revolucionárias, vestindo uniformes do século 18. No período colonial, davam-se tiros de canhão ao fim de cada dia para informar aos cidadãos de que os portões da cidade estavam fechados. Após o evento fomos até o restaurante Cañonazo e comemos Ropa Vieja (Roupa Velha), que nada mais é que carne refogada com arroz e feijão. Muito bom.

* Maria é uma brasileira apaixonada por Cuba e visita a Ilha duas vezes por ano. Ela tem uma comunidade no Orkut, onde ela dá dicas sobre lugares para visitar, como se comportar e o que fazer em Cuba.

2 comentários:

  1. Sabia que eu tinha que moderar os comentários rsrsrs. A auto correção do word coloca ele com acento, às vezes eu consigo tirar as vezes passa.

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